Distantes… mas unidos.

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As novas tecnologias estão a revelar, por estes dias, e mais do que nunca, o quanto podem contribuir para nos manter distantes… mas unidos.

Desde há muitos anos que, a nível da formação, se instituiu uma modalidade chamada de “ensino à distância”. Nos velhos tempos recorria-se a livros e testes de controlo, com avaliações finais, presenciais ou não. Tratava-se por norma de cursos que não representavam grande valor no mercado de trabalho, não sendo reconhecidos os seus certificados, mas que seriam uma mais valia para quem os fazia, pois, de uma forma mais profunda ou mais superficial, conseguia-se apreender conhecimento.

Por outro lado, a Telescola, um sistema de ensino realizado através da televisão, mais concretamente a partir dos estúdios da RTP, e que deu os primeiros passos no nosso país no inicio do ano de 1965, manteve emissões regulares até 1987, tendo permitido a milhares de alunos completarem o ensino obrigatório. Este sistema pretendia chegar às zonas rurais mais isoladas, ou eventualmente também a zonas suburbanas com escolas superlotadas, onde, de outra forma, as crianças não teriam realizar os seus estudos. A telescola portuguesa foi uma das mais bem sucedidas na Europa.

Com a evolução das tecnologias e chegada do multimédia, foi possível ir criando novos sistemas de ensino e modernizar aqueles já existentes, aproveitando as mais valias dos recursos postos à nossa disposição: computadores, internet, telemóveis, etc.

Hoje em dia o ensino à distância funciona em simultâneo como forma complementar do ensino regular e como modalidade alternativa da educação escolar.

O CEN foi a primeira escola de formação na área dos cuidados de beleza a avançar com um inovador projeto de formação semi-presencial, tendo certificado este modelo de formação em junho de 2008.

Desde essa altura, este modelo de formação com recurso a uma plataforma de ensino digital, tem ajudado centenas de formandos a conseguir uma formação de qualidade, ajustada à sua disponibilidade.

Em 2018, o CEN foi mais longe e avançou com um arrojado projeto – INOVFORM – que pretende aumentar a qualidade de formação técnica ministrada, com a digitalização dos principais processos relacionados com as rotinas escolares, assim como a construção de material especialmente preparado para aprendizagem em ambiente digital, mais especificamente com a sua adaptação aos telemóveis.

E foi neste contexto que esta epidemia de COVID-19 nos veio encontrar. Todos estes recursos, já implementados, foram rapidamente alargados a todos os nossos alunos para que todos possam continuar a sua formação em casa, mantendo o isolamento social, mas não interrompendo a sua formação. Porque as nossas escolas adotaram totalmente o slogam #EuFicoEmCasa! Fique você também!

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